Segura a fera

“Humildade e coragem são nossas armas pra lutar”

Posts de Novembro 25th, 2008

Copa Kaiser

Publicado por Nelson Próspero em Novembro 25, 2008

A Copa Kaiser, o maior torneio de futebol amador do país chegou na sua fase final. AE Nós Travamos/Jd.Tupi x EC Vida Loka/V.Brasilândia superaram outros 206 times e disputarão neste domingo a finalíssima, a partir da 12:45, no campo do Nacional. Fiquei sabendo, o que não é de espantar, que tem jogadores que se encaixariam muito bem em um time profissional por lá. Promessa de casa cheia, espero que não só de empresários.

Correu um boato, porém, não confirmado pela assessoria do torneio, de que o campeão, além de troféu e medalhas, ganharia uma viagem à Argentina para enfrentar ou Boca ou River. Seria um tremendo prêmio, assim como jogar com uma equipe profissional daqui. Mas a Copa, por si só, já é prazerosa de assistir, como são as partidas amadoras, como era o Desafio ao Galo, naquelas manhãs de domingo.

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O melhor time de 2008

Publicado por Nelson Próspero em Novembro 25, 2008

E LEITOR LEITOR , eletriz leitora, eu vos pergunto: em que nobre agremiação votaríeis como o melhor clube brasileiro de 2008? Antes que me digais vossos votos, digo-vos o meu nas linhas abaixo.
Para este gazetista, o grande campeão nacional foi fundado na década de 30. Ele tem um estádio próprio e este estádio tem uma bela história.
Em 2008, ele não venceu o torneio estadual, pois caiu nas semifinais, perdendo para o campeão. E em sua altiva bandeira há as cores branca, preta e vermelha.
Sim, é isto mesmo que estais pensando, espertos leitores, o grande clube brasileiro de 2008 é ele, o Atlético Goianiense, o orgulhoso vencedor da Série C.
Os são-paulinos, virtuais campeões, vão protestar, pois seu fantástico tricampeonato realmente é coisa para se orgulhar. E os corintianos, que venceram com folga a Série B, também podem requerer tal galardão, pois conquistaram o troféu com várias rodadas de antecedência.
Tudo isto é verdade, mas o Atlético Goianiense conseguiu um título inédito (é o único clube a vencer duas vezes a Série C), lutou contra mais clubes (63 começaram o campeonato), viajou para lugares mais distantes do que qualquer um (foi do interior do Rio Grande do Sul ao coração do Acre), teve o artilheiro do torneio (Marcão, com 25 gols, mais do que os artilheiros das outras duas séries), sua defesa conseguiu uma média melhor que a eficiente defesa tricolor (0,93 a 0,97) e seu ataque foi superior ao do Corinthians (84 gols em 32 jogos, uma fantástica média de média de 2,62 gols por partida, contra 2,13 do alvinegro).
Mas o mais impressionante é que o Atlético foi o vencedor de seus grupos nas quatro diferentes fases da competição. Os times foram ficando cada vez melhores, mas ele sempre foi o primeiro. Na última fase, com oito times e 14 jogos, jogou as últimas três partidas como campeão, uma rara vantagem num campeonato tão curto. Nenhum outro campeão nacional superou seus oponentes com tanta facilidade.
Curiosamente, o time ressurgiu das cinzas. Há poucos anos, o Atlético estava na segunda divisão do Goiano. Isso já não era muito bom, mas as coisas ainda ficariam piores, pois o então presidente decidiu que o clube era inviável e que só havia uma saída: vender o estádio. Ou melhor: arrendar o terreno para a construção de um shopping. E realmente o estádio começou a ser demolido.
Mas a revolta dos torcedores foi tamanha que fez com que um grupo de sócios contratasse advogados para tentar parar a demolição. Depois de uma dura batalha judicial, a obra foi embargada, e o contrato, cancelado.
A partir daí, o clube começou a reconstruir seu estádio e sua história.
Venceu o Goiano da segunda divisão em 2005, no ano seguinte, foi vice da primeira divisão e em 2007 foi campeão, superando o Goiás na final.
Agora, em 2008, chega à Série B. E vencendo todas as partidas que disputou em seu estádio. Enfim, nem todos vão concordar, mas acho que o Atlético Goianiense, por ter a melhor defesa, o melhor ataque e o artilheiro, por vencer seus quatro grupos e por reconstruir uma história que quase foi demolida, merece ser considerado o grande vencedor de 2008.

Coluna de José Roberto Torero, na Folha de São Paulo.

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